sábado, 21 de fevereiro de 2015

Fernando e Pessoas.

                                        

Fernando Pessoa :
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

 Alberto Caeiro:
 “Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... 
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. 
Mas porque a amo, e amo-a por isso, 
Porque quem ama nunca sabe o que ama 
Nem por que ama, nem o que é amar...”

Ricardo Reis:
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

Álvaro de Campos:
"Não sou nada. 
Nunca serei nada. 
Não posso querer ser nada. 
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Praga.



(...) __Vamos assistir a um concerto de música clássica na Igreja de São Nicolau, que fica na praça da cidade velha (...) pág.49.
(...) O lugar que sobrou era tão estreito que era impossível não se tocarem. O concerto começou logo em seguida, não dando tempo para falarem mais nada. O som da Ave Maria de Schubert começou a encher o ambiente de música e emoção. Irina não sabia se aquela sensação de prazer que começava a sentir vinha da linda música ou do calor do corpo de Angel. Podia sentir o nylon da meia dela em sua perna, e seu braço tocando o dela.
As músicas sucediam-se, uma mais bela que a outra. A acústica daquele templo fazia com que a plateia fosse levada, como num sonho, a flutuar pelas notas que saíam dos instrumentos. Irina sentia seu corpo cada vez mais quente. Estava sendo invadida por uma sensação maravilhosa. O momento era mágico, era como se o corpo de Angel se fundisse ao dela, como se suas almas voassem juntas ao som daquelas musicas. Sentia-se unida a Angel, como num pacto não entendido e não revelado. (...) pág.51

In: Solares, Bertha. Um Ano, Dois Verões: Ed. Brasiliense, SP, 2001.




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Instituto Ricardo Brennand .

Vivendo e aprendendo . Não sabia da existência do Instituto Ricardo Brennand em Recife, Pernambuco.  O Museu de Armas Castelo São João foi criado pelo colecionador pernambucano Ricardo Brennand, que há mais de cinqüenta anos vem adquirindo obras de arte das mais diferentes procedências e épocas, cobrindo um espaço de tempo entre os séculos XV e XXI, com peças provenientes da Europa, Ásia, América e África.
Essas obras de arte estão reunidas em coleções de Pintura, brasileira e estrangeira, Armaria, Tapeçaria com uma coleção do Gobelins com estampas tropicais, Artes Decorativas, Escultura e Mobiliário. 
Na Coleções de Pintura tem destaque  a maior coleção privada do pintor holandês Frans Post. 






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